segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CIÊNCIA OU ENGÔDO?



Apresentado de forma séria, humorística e poética, este texto foi escrito pelo Dr. Christian Tal Schaller, fundador do Institut de Santé Globale, Taulignan, França

  
Os Peritos

Vamos boa gente, dêem-nos seu dinheiro! Somos os peritos! Podem confiar em nós, pois somos especialistas em todas as áreas. Desde a medicina até a ciência nuclear, somos verdadeiros reis, bem mais poderosos que os chefes de estado, pois vocês nem sabem os nossos nomes!

Vocês terão saúde a partir do momento em que acabamos de matar todos os vírus, de bombardear todos os tumores, de ajustar todos seus órgãos. De nossos laboratórios gigantes sairá a felicidade ... sejam pacientes. Algumas verbas adicionais e apagaremos todas as vossas doenças com a borracha de nossos medicamentos. Obedeçam a nossa sabedoria, acreditem naquilo que dizemos, somos infalíveis, a deusa Ciência está conosco!.

Sim, a doença acontece por acaso, é um inimigo malvado de quem vocês são as vítimas impotentes. Mas, acalmamos os temores e as dores com pílulas mágicas, oriundas de estudos científicos realizados com a maior seriedade.

Não esqueçam que todos os anos imolamos milhões de animais no altar da ciência. Prometemos ao povo a felicidade para o dia de amanhã, a pílula contra o câncer, a vacina contra a Aids. Como prêmio, lhes oferecemos o coração de plástico e o pulmão de celulose. Nosso objetivo, a médio prazo, é o homem artificial, totalmente lavável, descartável após 100.000 quilômetros e reembolsado pelos planos de saúde.

Temos certeza daquilo que dizemos e confiança absoluta em nossa doutrina. Eliminaremos todos os vossos males sem que tenham de mudar seus hábitos. Prometemos não ameaçar nunca seus prazeres, nem lhes pedir qualquer esforço. Deixaremos vocês em condições de viver como antes: fumando, bebendo e comendo de tudo. Não tentem se rebelar, nos provocar; temos os meios colocá-los na linha se ousarem contestar nosso poder.

Os políticos estão em nossas mãos; eles participam dos conselhos de administração da indústria do bem-estar artificial. Monopolizamos a pesquisa científica. A mídia levamos no cabresto; pobre do jornalista que ousar nos atacar: logo irá para o olho da rua. Combatemos as doenças, somos os cavaleiros da química, nossa cruzada é nobre, queremos o bem de todos. Admirem-nos e fechem seus ouvidos às palavras perniciosas de mentes doentias e pouco sérias que afirmam que a química polui o organismo, mata as florestas, destrói a terra!

São loucos esses sonhadores que pensam que com um pouco de informação, algumas medidas educativas cada um pode aprender a cuidar de sua saúde, livrar-se das doenças e cantar, dançar e brincar. Esses mercadores de falsas esperanças até alegam que algumas pessoas sobrevivem à Aids. É demais! Como ousam! Nós sabemos e afirmamos que todos os doentes vão morrer enquanto não tivermos encontrado o medicamento devidamente patenteado que poderá salvá-los.

Não dêem ouvidos a esses charlatães, esses marginais, esses inúteis, esses excêntricos, totalmente loucos, que pretendem que a doença é conseqüência do modo de vida. É ridículo! Querem responsabilizá-lo pelas dores e pelos tormentos que sente. Querem alterar seus hábitos e obrigá-lo a comer sementes germinadas! Esses anarquistas, esses desmancha-prazeres, querem mostrar-lhes como se tornar perito na própria felicidade, na própria saúde. Não lhes dêem ouvidos, por piedade, pois se vocês recuperem o poder que nos deram, o que será de nós, os donos da ciência?

Sejam sensatos, não façam com que percamos o emprego. Obedeçam-nos, por favor. Deixem-nos continuar a dirigir tudo em nome do progresso, em nome do lucro. Continuem a viver adormecidos, embalados por papai aperitivo, por mamãe medicamento e pela chupeta chamada cigarro. Nós lhes suplicamos: não acordem!


Reproduzimos este texto, sem dúvida irônico e humorístico, porque descreve uma realidade evidente e porque emana do punho de um médico, cuja consciência profissional, alertada por uma situação mais do que anormal e chocante, se insurge contra o engodo de que "a boa gente" é vítima.
Engodo que se manifesta de muitas maneiras porque a mentira impera em nossas sociedades desprovidas de moral, de retidão e de lealdade. O dinheiro consegue fazer passar por bom tudo aquilo que é ruim e por ruim tudo aquilo que é bom, destruindo a consciência e corrompendo a mente.
O artigo do Dr Schaller é extremamente claro e em um tom ligeiramente cáustico traduz bem a mentalidade que predomina no meio científico-farmacêutico. Uma mentalidade mais voltada para o mercantilismo e o lucro do que para a preocupação com a saúde pública. Esse verdadeiro charlatanismo, além de tudo, acusa aqueles que permaneceram fiéis ao Juramento de Hipócrates de serem charlatães (impostores). Como afirmou o escritor humanista André Gide: "Em um mundo em que todos trapaceiam, é o homem honesto que faz figura de charlatão".
É preciso que nosso mundo esteja em profunda escuridão espiritual para que o homem se deixe enganar e manipular dessa forma. É verdade, que muitas coisas o distraem e corrompem a ponto de não ter tempo para refletir. E a confiante credulidade que ele deposita naqueles que o instruem e o dirigem, despojando-o de qualquer bom senso, faz com que ele aceite tudo que lhe dizem sem distinguir o verdadeiro do falso.
É grave que o "civilizado" moderno se apega muito a seus hábitos, mesmo quando admite, confusamente, que são prejudiciais para a saúde. Ele gosta daquilo que o prejudica mesmo porque é incentivado por uma publicidade hipócrita e lancinante, pelo sabor agradável do veneno que lhe é oferecido.
Adormecido por todas essas promessas soporíficas que lhe fazem os eleitos e os cientistas, ele tem dificuldade para acordar apesar de todos as ocorrências tumultuosas e catastróficas que abalam o planeta. Será preciso que o desmoronamento total do sistema o desperte de sua letargia. Podemos até dizer: para libertá-lo do feitiço que o paralisa. Será somente então que os olhos se abrirão, os ouvidos se desobstruirão e os corações compreenderão.

Fonte: Revista da Lega Svizzera contro la Vivisezione, nº 6


Líderes Mundiais Disseram Que Discos Voadores São Reais e Extraterrestres Existem



Riyadh, Arábia Saudita.
A cinco mil dólares o ingresso, alguns líderes de negócios obtiveram mais do que barganhas ao participarem do primeiro dia do Fórum Global de Competitividade (GCF) que está acontecendo em Riyadh, Arábia Saudita. Foi dito a eles que discos voadores são reais, e que é melhor que eles comecem a pensar sobre as implicações em negócios de vida extraterrestre e tecnologias.
Promovida todos os anos pela Autoridade de Investimento Geral da Arábia Saudita, a GCF colocou juntos líderes políticos e de negócios para discutir caminhos de promoção da competitividade de negócio. Pela primeira vez em sua conferência anual, a GCF promoveu um painel de discussão sobre OVNIs e vida extraterrestre. Entitulado “Aprendendo a Partir do Espaço Exterior”, o painel foi compreendido por cinco oradores, sendo que todos endossaram a visão que a vida extraterrestre é real, e que tem muitas implicações para o mundo como nós o conhecemos.
O painel ocorreu em 23 de Janeiro, e foi como uma sessão do “plenário principal”, onde todos os participantes da GCF foram capazes de participar e ouvir o que os ‘experts’ tinham para dizer sobre OVNIs e vida extraterrestre. Mais de 1000 participantes, incluindo as elites política e de negócios, como os Primeiros Ministros Britânico e Canadense, Tony Blair e Jean Chretien; Jim Albaugh, presidente da Boeing; Andy Bird, diretor chefe da Walt Disney International; Jared Cohen, diretor da Google Idéias, e muitos outros. O aviso que eles receberam foi que o assunto vida extraterrestre é real, e que seria melhor eles começarem a pensar nas implicações de negócios.
Aqui está como a GCF sumarizou as apresentações do painel em seu website:
Aprendendo a Partir do Espaço Exterior – Painel
O tópico não-convencional e altamente relevante de formas de vida extraterrestre foi tratado pelo painel de discussão de ontem, “Contato: Aprendendo a Partir do Espaço Exterior”.
‘Experts’ como Zoaghloul El-Naggar, Stanton Friedman, Michio Kaku, Nick Pope e Jacques Vallee, apresentaram casos persuasivos para a existência de seres vivos em outros lugares na galáxia, traçando neles evidência empírica, teologia religiosa e raciocínio lógico.

Michio Kaku, professor de física teórica da Universidade de Nova York
Sr. Friedman abriu suas observações com uma declaração corajosa, “Discos voadores são reais!”, e isto se somou à perspectiva dos membros do painel.

Stanton Friedman, físico nuclear, autor e pesquisador OVNI
Sr. Pope explorou as potenciais implicações de negócios do espaço exterior, assim como a rentabilidade da marca alien ou patrocínio.

Nick Pope, autor, jornalista e pesquisador OVNI
Enquanto El-Naggar estava também convencido da existência deles, ele levantou um ponto interessante, que poderia não ser ético gastar recursos tentando contatar sociedades alienígenas quando nós ainda encaramos guerra e pobreza em nossa própria sociedade.
Sr. Vallee encorajou muitos acadêmicos a analisar a evidência. Entretanto, em nome de seu fundo de investimento de sucesso, ele disse, “Nós não estamos prontos para investir neste tipo de pesquisa, mas nós pensamos que alguém poderia.”
O painel de Espaço Exterior da Conferência GCF 2011 abriu as portas aos líderes de negócio mundial para que seriamente considerem as implicações de evidência a respeito de OVNIs e vida extraterrestre. Um gráfico sumarizando as discussões da GCF, feito pelo artista Sunni Brown, revela a importância dada aos assuntos sobre contato extraterrestre e às mudanças esmagadoras que novas energias trarão à humanidade.
Líderes de negócios estão preparados para fazer o que os líderes políticos por enquanto falharam em fazer – lidar proativamente com a evidência persuasiva de que nós estamos sendo visitados por civilizações galáticas, que possuem tecnologias avançadas para compartilhar com a humanidade.
© Copyright 2011. Michael E. Salla. Exopolitics.org
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Crédito:  Exopolitics Institute / Exo News / Michael E. Salla
Tradução e Ilustração:  Exopolitics Brazil

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista

Por Jeff Goodell

James Lovelock, renomado cientista, diz que o aquecimento global é irreversível - e que mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século. Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse - guerra, fome, pestilência e morte - parece deixá-lo animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). 

A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde", ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção."

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia - a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de  Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade". 

Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. "Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado", diz Branson. E completa: "Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção."

Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. 
"Posso estar errado a respeito de tudo isso", ele admite. "O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo."

Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: "Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode".

Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora.

A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo.
Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. "Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo", prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears.

Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar "não é meramente um produto biológico", James Lovelock escreveu. "É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico." De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. 

O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs "não apresentava perigo concebível". De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de "uma das minhas maiores bolas fora", mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel.

No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. "Gaia é uma vagabunda durona", ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai
recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. "É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos", Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. "Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho."

Se você digitar "gaia" e "religion" no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas - praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. 

Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e "deixasse que Deus tomasse conta da Terra". Como Lovelock explicou a ela, "se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar".

Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo – e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens.

Para Lovelock, essa é uma ideia reconfortante. Considere a pequena  propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural.

Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores - amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. 

Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar "natural", partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. "Meti os pés pelas mãos", Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. "Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito."

Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como  sua floresta meia-boca - algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no  centro Hadley para as Mudanças Climáticas - o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas.

Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. "Foi apavorante", conta.

"Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais - polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas consequências relativas ao planeta como um todo." Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: "Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos".

Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. "O sistema todo", concluiu, "está em modo de falha."
Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter.

Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. "Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo", desdenha o estudioso, sem sorrir.

Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta.

"Os modelos de computador não são bolas de cristal", argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. "Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas."

Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte - o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria - passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. 

O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2... e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto - como já aconteceu muitas vezes no passado - para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos.

O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. "Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso", esclarece Caldeira, "mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável." No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar - já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? 

"Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença." Biocombustíveis? "Uma idéia monumentalmente idiota."
Renováveis? "Bacana, mas não vão nem fazer cócegas." Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: "Deveríamos estar pensando em retirada sustentável".

A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo "deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo".

Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. "Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo", diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como "uma bobagem perigosa".

"Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar", Lovelock responde. "Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total - quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo.
Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente  ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso."

Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário.

"Precisamos tomar ações ousadas", ele insiste. "Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer." De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. "Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria", diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. "Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade - onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia."

Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida - teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar.

O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: "Energia nuclear é a única solução verde".

Lovelock argumentava que "devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez", mas que "não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear - a fonte de energia mais segura disponível - agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido".

Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo.

Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos - lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl - Lovelock diz que este é dos males o menos pior: "Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas".

Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente  habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância - "Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra".

Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o "Virgin Earth Challenge" (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. 

Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. "É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio",
Lovelock especula. "Acho que Gaia aprovaria."

Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear.

"A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade", Lovelock avisa. "Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá."

Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma  fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje
são bem claros. "Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939", ele afirma. "A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação."

Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. "Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão "aquecimento global" do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: "Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor". "As pessoas estão prontas para isso", Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. "A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos."

Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. "O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final", sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na
Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem - "Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço", diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: "Ele nunca teve a intenção de ser conciliador".

Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. "Nosso progresso moral", diz Lovelock, "não acompanhou nosso progresso tecnológico."

Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos - e por que motivo? "Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia", ele explica. "Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?"

Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes - e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. "Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem", recorda. "Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior."

Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. "Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente."

(*Tradução de Ana Ban)**




James Ephraim Lovelock (26 de julho de 1919) é um pesquisador independente eambientalista que vive na Cornualha (oeste da Inglaterra).
A hipótese de Gaia foi sugerida por Lovelock, com base nos estudos de Lynn Margulis, para explicar o comportamento sistêmico do planeta Terra. A Terra é vista, nesta teoria, como um superorganismo.
Curriculum
Após estudar química e matemática na University of Manchester obteve um cargo noMedical Research Council do Institute for Medical Research em Londres.
Em 1948 obteve um Ph.D. em medicina no London School of Hygiene and Tropical Medicine. Tem conduzido pesquisas em Yale, Baylor University College of Medicine, e Harvard University.
Lovelock inventou muitos instrumentos científicos utilizados pela NASA para análise de atmosferas extraterrestres e superfície de planetas. Para Lovelock o contraste entre o equilíbrio estático da atmosfera de Marte (muito dióxido de carbono com pouquissímo oxigênio, metano e hidrogênio) e a mistura dinâmica da atmosfera da Terra é forte indicio da ausência de vida naquele planeta.
Em 1958 inventou o Detector de Captura de Elétrons, que auxiliou nas descobertas sobre a persistencia do CFC e seu papel no empobrecimento da camada de ozônio.
Energia Nuclear
Em 2004, Lovelock surpreendeu ambientalistas ao afirmar que "só a energia nuclear pode deter o aquecimento global". Para ele, apenas a energia nuclear é uma alternativa realista aos combustíveis fósseis para suprir a enorme necessidade de energia da humanidade sem aumentar a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Atualmente, o cientista propõe que sejam instalados enormes tubos no fundo do oceano. A proposta inclui um intercambio hídrico de temperatura nos oceanos, usando as águas profundas dos golfos como agente de transferência, procedimento que resultará no aquecimento do fundo e esfriamento da superfície, como a água fria é mais pesada, mesmo que a circulação do agente transferência esteja ao próprio nível do mar, a única energia disponível, além da energia eólica, é fissão nuclear controlada.
Não existe, no mundo, nenhum parecer de biólogos em resposta ao projeto, nem a quantidade de urânio enriquecido que seria necessária.
Extinção da humanidade
Escrevendo no jornal britânico "The Independent" em janeiro de 2004, Lovelock afirma que como resultado do aquecimento global no final do século 21:
"Bilhões de nós morrerão e os poucos casais férteis de pessoas que sobreviverão estarão no Ártico onde o clima continuará tolerável"
Ele afirma que, pelo final do século, a temperatura média nas regiões temperadas aumentarão 8°C e nos trópicos até 5°C, tornando a maior parte das terras agriculturáveis do mundo inabitáveis e impróprias para a produção de alimentos.
"Temos que ter em mente o assustador ritmo da mudança e nos darmos conta de quão pouco tempo resta para agir, e então cada comunidade e nação deve achar o melhor uso dos recursos que possui para sustentar a civilização o máximo de tempo que puderem".
Ponto de não retorno
Em janeiro de 2006 afirmou no "The Independent" que "o mundo já ultrapassou o ponto de não retorno quanto às mudanças climáticas e acivilização como a conhecemos dificilmente irá sobreviver". Ele acredita que os esforços para conter o aquecimento global já não podem obter sucesso completo e a vida na Terra nunca mais será a mesma.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A ESFERA NEGRA DA UCRÂNIA



Ucrânia além das baixas temperaturas que castigam seu território, também esconde um estranho mistério, que merece ser conhecido.
A Esfera negra é uma estranha formação, que foi encontrada em 1975 a oeste da Ucrânia, no interior de uma cratera de argila, situada há 8 metros de profundidade.
O que inicialmente chamou a atenção foi a sua incomum forma regular, para haver estado em uma capa de argila, que foi estimada em 10 milhões de anos.


Quando o objeto esférico foi golpeado, ele não se partiu, mas desprendeu uma pequena lasca, permitindo ver o seu interior, que era composto por uma substância semelhante ao cristal.
Sem desconfiar do grande achado que fizera, o homem que a encontrou, resolveu dá-la para seu filho como um presente. O garoto inconsciente do que tinha em suas mãos, resolveu levá-la para o colégio, e acidentalmente a esqueceu lá. Um professor a encontrou e teve um pressentimento de que não se tratava apenas de uma simples formação rochosa.
Depois desse acontecimento a esfera passou alguns anos no museu da cidade, até que ela despertou um grande interesse do professor: Boris Nikolayevich Naumenko, membro do Instituto de Física da Terra da Academia Russa de Ciências.
A descoberta de Naumenko possibilitou que finalmente fosse iniciada uma investigação científica sobre a esfera misteriosa pelo doutor Menkov, do Instituto de Física de Moscou e seu colega Valentin Fomenko, da Associação Industrial e Científica Soyuz. Desde o primeiro momento a maior preocupação era de que nenhum dos testes deveria deteriorar a pedra, que já reservava grandes chances de uma origem extraterrestre.
A esfera tem forma ovóide, consistência semelhante à obsidiana. No eixo de simetria ela mede 8,75 centímetros, e seu diâmetro perpendicular de maior longitude é de 8,47 centímetros, com um peso de 617,22 gramas. Sua densidade é de 1,934 gramas / centímetro cúbico, que é inferior ao cristal de quartzo.
Um ponto importante é que, considerando que não é uma formação natural, quem o teria feito, e com que propósito?
Os restos de argila na esfera datam de aproximadamente 10 milhões de anos, mas acredita-se que a esfera tenha sido enterrada nela muito mais tarde.
O material vítreo que reveste a esfera não poderia ter sido feito por mãos humanas.
Quando se bate nela com um martelo, ela produz um som parecido com o de um sino. Descobriu-se por acaso que ela vibra e faz um zumbido quando alguém toca violão perto dela. Se a bola é colocada numa mesa de vidro, ela parece se mover e, ao ser pressionada firmemente com as mãos contra essa mesma mesa, parece querer flutuar.
O doutor Formenko utilizou uma unidade industrial de Raios X RUP 150/300, e fez uma radiografia da esfera, revelando que o núcleo é semelhante a um ovo, e possuí uma densidade menor do que zero, o que caracteriza uma massa negativa.
Existem algumas especulações sobre essa massa negativa do núcleo, surgindo a hipótese que seria um depósito de anti-matéria, possivelmente empregada como uma fonte de energia. A única maneira de confirmar esse conteúdo seria perfurando a esfera, mas os resultados poderiam ser catastróficos.
Com todas essas descobertas, e sabendo que a esfera está muito além das realizações humanas, fica a possibilidade de que tenha sido construída por alguma civilização desconhecida, possivelmente extraterrestre. Alguns ufólogos especulam que a "Esfera Negra" seria uma sonda alienígena ou parte de algum dispositivo antigravidade de um disco voador.
Onde está a "Esfera Negra" atualmente? Ninguém sabe. Como ocorreu com outros objetos estranhos já encontrados pelo mundo, ela simplesmente foi escondida por alguém que não deseja a divulgação das suas propriedades misteriosas. Não se sabe nem mesmo se ela continua na Rússia.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

EM BUSCA DA LUZ

Se você é uma daquelas pessoas que não se contenta com pouco, que gosta de explicações fundamentadas, que gosta de ir fundo em suas buscas de respostas às questões da vida, então você deve conhecer esta obra, pois ela irá lhe proporcionar tudo isso. Veja abaixo o Sumário de todos os capítulos:

Sumário

09 - Introdução
11 - Poema à Mãe Terra
14 - O Processo Evolutivo
26 - A Dor não Existe (Mensagem de Ankor de Andrômeda)
22 - Afinal, o que é o Ser Humano?
24 - A Busca da Luz Requer descernimento
27 - Os Mistérios Velados (Mensagem do Comandante Ashtar Sheran).
31 - Amai a Deus como a Vós Mesmos
34 - A Alimentação Carnívora
36 - Os Desastrosos Efeitos da Carne no Organismo Humano
39 - As Proteínas no Organismo
43 - A Alimentação Consciente
51 - As Forças Antagônicas na Natureza e no Homem (Ensinamentos de uma Consciência Cósmica)
54 - As Operações Extraterrestres em Nosso Planeta
57 - O Sofrimento (Mensagem de “Os Irmãos das Estrelas”)
63 - A Última Voz (Mensagem do Arcanjo Michael)
65 - Como é Formada a Hierarquia Angélica
70 - O Calendário Maia e o Domínio de Arcturus
72 - O Fim da Era dos Conflitos e o início da Era da Unidade
75 - O Sentido da Paz (Pelo Mestre Ancenso El Morya Khan)
80 - O Fim do Mundo (Mensagem do Mestre Ancenso El Morya Khan)
88 - Mentalização do Lozango Diamantino
92 - As Crianças de Luz e a Nova Geração
95 - A Difícil Missão de Ser um Verdadeiro Servidor da Luz
104 - A Nova Consciência Emergente do Cristo Cósmico
110 - A Cruz Astrológica de 11 de Agosto de 1999
117 - Os Portais 11:11, 12:12 e a Conversão de Antarion
123 - Como Ser um Dedicado Servidor da Luz
129 - As Cidades Etéricas de Luz e o Centros Energéticos Planetários
131 - Crescei... Multiplicai-vos! (Ensinamentos de uma Consciência Cósmica)
147 - Em Busca de Uma Nova de Amor, Paz e Luz
151 - Brasil - Pátria do Novo Homus Planetaris (Mensagem do Mestre Ascenso El Morya Khan)
156 - Como Será o Novo Homem que Herdará a Nova Terra, Após as Transformações?
157 - Relação de Algumas das Operações Extraterrestres Ultradimensionais Realizadas Sob o Comando do Governo Divino
161 - Meditação de Cura Mundial
177 - Invocação da Retidão
178 - Meditação Dinâmica
179 - Mensagem à Humanidade Terrestre
180 - A Maior Missão do Ser Humano (Epílogo)

SER ÍNTEGRO

“Seu coração precisa alcançar uma vibração tal que possibilite a formação de um Lótus Dourado etérico de 7 pétalas, com uma luz branca e dourada em sua aura e com a Luz branca em sua alma. Em seu coração e sua mente, na pureza dos elétrons vibrando com a ressonância solar.

Seja íntegro em tudo o que pensar, falar ou fazer para poder ser integrado às forças e energias cósmicas; seja consciente de sua verdadeira natureza estelar, seja uno com o seu ser real, para que esteja pronto para a “passagem interdimensional“ a caminho do seu verdadeiro Lar Estelar”.

Inti-Rá


POEMA À MÃE TERRA

Oh!, Eterno instante de consciência que gravas em mim essa suave imagem branca e azul de Luz, e essa Luz me faz ver tu, minha pequenina e bela Terra.

Como poderia esta minha viagem ser feita sem ti, minha adorada mãe?Já vivi horas frágeis em que o meu olhar mergulhava no oceano das miragens, numa busca sem fim.

Ninguém e nada podiam deter o sopro da minha solidão, pois existia nele a mais forte emoção e o sentimento do mais puro amor. Um dia fizeste-me vê-la girando solitária na fria imensidão. Mas a tua maior frieza emanava desse teu povo ainda tão prisioneiro da forma.

Mostrastes-me que queres fazer manifestar a tua essência de luz, porém não há luz para aqueles que dormem dentro de si mesmos.

Antes, era preciso conquistar a aliança sagrada.

Agora é necessário usar a ciência transcendente do Amor Universal em favor da humanidade terrestre.

Esse Amor quer dizer aos seres prisioneiros de teu corpo que o Amor é mais forte do que tudo.

Ele quer dizer ao coração/emoção da humanidade que ele se tornará novamente essência.

E que a essência é livre como as gaivotas que voam sobre o mar de espumas do oceano sem fim.
É preciso que haja uma Nova Aliança e assim, reconectada nossa essência se una às Luzes do Universo.

É preciso que trabalhemos pela ascensão enquanto existir o eflúvio luminoso que sustenta a vida planetária.

Os Céus esperam essa união, assim como os Anjos esperam a pacificação da Terra.Esse Amor da mãe Terra quer dizer à humanidade que ela, como corpo não passa de um instante no mundo da forma, e que além, muito além dessa forma existe a fonte real da Vida que pulsa através das almas que, irmanadas, se amam na igualdade do Amor Universal.

Ela quer que todos saibam que, quando a ciência do espírito alcançar a consciência adormecida de cada um, todos se tornarão luz/consciência.

Terra Planeta Vida, vejo-te bela porque em essência és harmoniosa.

Vejo-te irradiante como o nascer do sol na aurora de um novo dia.

Vejo-te livre, porque és a pupila dos olhos do Criador.

Vejo-te luminosa, porque já adquiriste a luminosidade das Estrelas.

Tua essência é a verdade, porque conheces a Sabedoria dos Deuses, conheces a estrela da Manhã que vibra no interior de teu corpo.

Tu ensinas o poder porque és a força e tua vida se cria a cada instante na medida em que tua energia se une ao Sol.

Tu, jóia preciosa rodopiante do Universo sem fim.

Endireita o teu eixo para que possas brilhar como lantejoula no negrume estelar.

Abre teu canal à nova dimensão existencial, para que possas integrar novamente essência com essência.

Oh! Grande nave Terra, ajusta tua rota para que possamos viajar juntos de volta ao nosso verdadeiro lar estelar.

Dize-me, escuta-me, coloca tua natureza a se reconstruir novamente.

Convoca teus Reinos a trabalharem para a sua reconstrução.

Dá-nos o direito de nos tornarmos novamente unos contigo.

Canta conosco a tua canção, a tua Sinfonia das harpas celestes.

Dança conosco a dança do fogo sagrado, da união dos amantes amados que se amam com o Amor dos Amores Universais.

Diz-me, ouve-me, unifica tua face a todas as faces para que juntos possamos resplandecer o brilho do nosso olhar, junto ao pulsar das Luzes do Firmamento.

Consagra o ser-corpo-luz no templo Divino da Unidade Universal.

Gaia da Natureza, Terra dos humanos, Urântia dos Governos Celestes, Shan dos extraterrestres, une seu coração ao coração dos seus filhos para que possamos ser cada vez mais “NÓS”.

Une seu cérebro a todos os cérebros e o seu corpo a todos os corpos, porque todos nós somos um único Espírito e um único Eu Crístico dentro do eterno Firmamento.

Ajude-nos a quebrar as fronteiras da ilusão da nossa carne, a abrir nossos olhos espirituais, para que unidos numa única esfera de Luz, possamos voar livres e felizes através da imensidão azul dos incontáveis Sistemas Universais.

Que os Deuses Pai/Mãe universais te abençoem, Mãe de todos!

Obs: Para adquirir este livro, envie-nos um e-mail (r.d.retafinal@gmail.com) informando seus dados completos e faça-nos um depósito em conta em nome de Cristiane Gomes Guimarães - Bradesco - conta 71-137-3 -agência 284-4 no valor de R$29,90 + R$10,00 de despesas de Correio.